Saúde Corporativa

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O aumento da produtividade é a força propulsora para que as empresas melhorem sua performance e adquiram vantagem competitiva. A melhor maneira de consegui-lo está bem clara – melhorando a saúde e o bem-estar da força de trabalho.

No cenário atual, o capital humano será cada vez mais um fator crítico. Há meio século, os trabalhadores produziam “coisas”, e a produtividade podia ser medida pela produção e hora trabalhada. Atualmente, a maioria dos profissionais produz idéias ou conhecimentos, sendo um ativo para o empregador.

A força de trabalho está envelhecendo, e o mundo industrializado subitamente enfrenta a falta de profissionais competentes e talentosos. Cuidar do capital humano torna-se fator crítico para o sucesso do negócio.

Há algumas décadas, Recursos Humanos (RH) era uma função puramente administrativa – benefícios, relações no trabalho, etc. Atualmente, a necessidade de competência e talento fez do RH uma função estratégica.

A gestão de pessoas deve envolver o gerenciamento de saúde e produtividade. O foco não deve se restringir a tratar doenças, mas envolver também uma variedade de serviços de promoção e gestão da saúde.

A frase “não se pode gerenciar o que não se pode medir” mostra às empresas que o caminho seguramente será a medição dos resultados da gestão da saúde.

Organizações têm sua própria anatomia e fisiologia, e podem produzir e transmitir seus próprios “agentes patogênicos” aos empregados. Os valores corporativos, políticas, e práticas devem contribuir para uma “ergonomia da saúde” no ambiente de trabalho.

Dois pontos representam entraves para as empresas:

1. Falta de percepção da saúde como forma de capital – como são percebidos conhecimentos, habilidades, etc.
2. Falta de investimento na manutenção da saúde e bem-estar, como o que é feito na manutenção do “bem-estar” de instalações e equipamentos.

A gestão da saúde não deve ser um modismo. Ela é o caminho para o sucesso da empresa, porque é derivada de verdades incontestáveis – demográficas, econômicas e psicossociais.

Quando uma empresa coloca em seu discurso a frase “nossos empregados são nosso mais importante ativo” deve demonstrar esse comprometimento investindo na saúde e bem-estar de seus empregados.

O futuro pertence as empresas formadas por pessoas de altíssima performance, saudáveis, competentes e motivadas.

Dr Alexandre Ghelman